Everything is awesome

Tudo muda. O tempo todo. Quando nos adaptamos a uma rotina agradável e aparentemente saudável, tudo muda de novo. Dos 5 pros 7 meses aconteceu muita coisa por aqui. Passamos pela primeira gripe. Pela primeira separação mamai – bebê porque precisei trabalhar fora de casa. Mais uma gripe. Uma virose. Dentinhos. Mordidas na hora de mamar. Paixão por gelatina. Mãozinhas pegadoras de qualquer coisa que esteja ao alcance (ou nao). Um nenem que engatinha.

Às vezes tudo parece um caos. Tem dia que tudo flui tão bem que eu custo a acreditar. Tem noite que ele acorda a cada uma hora, tem noite que ele só acorda duas vezes pra mamar. Tem dia que ele só dorme depois de 4 horas em pé balançando e andando pela casa. Tem dia que ele toma o leite na mamadeira, deitado na cama, termina, vira a cabecinha pro lado e dorme. Cada dia é uma surpresa. O que funcionou bem num dia as vezes não dá certo no dia seguinte. O banho tem sido uma aventura, porque ele quer ficar em pé, sair da banheira, pegar as coisas em volta, pegar a água, o shampoo, tudo. E mesmo assim é uma delícia. Na hora de colocar a camiseta, quando vou passar o bracinho na manga ele empurra pra cima pra ajudar. O cabelinho é o mais cheiroso do mundo. As maozinhas que mexem no meu cabelo. Que querem pegar minha gata o tempo todo. A gargalhadinha que ele dá quando ta de muito bom humor (quase o tempo todo) só de olhar pra ele sorrindo, sem fazer nada. O carisma. Os olhinhos de jabuticaba. A manchinha marrom no pézinho. A barriguinha delícia demais.

Não dou conta, tô perdidamente apaixonada por esse caos e amor chamado S e b a s t i a n. ❤

Anúncios

Sobre crescer

Não sei explicar esse sentimento que é ver o tempo passando rápido demais

Ontem me dei conta de que já são 5 meses, mas semana que vem já serão 6

E eu esperei tanto pelos 6 meses, pra ver ele interagindo comigo, brincando com as coisinhas dele, falando nenenês, sentando sozinho

Mas de repente me deu tanta saudade da fase de RN que era mamar/dormir/tomar banho/mamar/dormir

Quando era tudo tão difícil mas ao mesmo tempo tão fácil, por dar muito menos trabalho

Agora escrevo enquanto Sebastian está no carrinho jogando todos os brinquedos no chão, só pelo prazer de me ver pega-los 15 vezes por minuto

Ser mãe é ser tão feliz, tão completa e, acima de tudo, plenamente realizada. (Nem sempre, mas quase sempre)

Aconchego

Toda minha vida eu fui muito magra. Sempre que eu pegava um bebê no colo eu ficava numa noia de que ele não ia gostar de dormir no meu colo, por conta dessa magreza toda. Via pessoas mais gordinhas pegarem nenês e sentia que eles ficavam muito melhor acomodados naquele colo fofinho. Daí me tornei mãe. Aconcheguei meu filho em meus braços desde que tomou sua primeira dose de oxigênio nesse mundo. Hoje sinto mais ainda como se ele fosse uma peça de quebra cabeça que se encaixa na minha. Não importa se em pé ou deitado, a gente sempre da um jeito de ficar agarradinho e ele não se importa se tenho muitos ossos salientes ou não. Percebe-se que aconchego é uma característica adquirida.

Dentinhos e tal

5 meses e 14 dias

O primeiro dentinho do Sebastian está perceptível a olho nu.

Não sei se isso é um sentimento normal de se sentir, mas queria muito colocar uma faixa no portão de casa escrito PARABÉNS FILHÃO POR MAIS ESSA CONQUISTA, SEMPRE ACREDITEI EM VOCÊ! MAMAI TE AMA!, igual quando o filho das pessoas passa no vestibular.

Eu fico já pensando nas próximas conquistinhas, no primeiro passinho, primeiro dia na escolinha, primeiro caderno, primeiro ‘Sebastian’ escrito com a letrinha dele. Penso inclusive em como será a letrinha dele. Se ele vai gostar de desenhar tanto quanto eu. No primeiro desenho de tinta guache que com certeza vou querer colocar numa moldura e pendurar na parede.

Tudo isso me veio à cabeça por conta de um dentinho. Quando ele falar mamai pela primeira vez cês me segurem.

Tentativas frustradas

Parei pra pensar no tempo que leva pra gente sair do puerpério. Me perguntei se, em vez de apenas uma fase difícil e dolorosa de adaptação entre mãe e filho pós parto, se ela poderia durar por meses e até mais de um ano. Fui na terapia conversar sobre essa dificuldade de lidar com essa fase de um novo eu. Me sinto culpada diariamente por sentir vontade sair correndo. Por ter algum compromisso e desejar que ele dure mais tempo, ou demorar pra chegar em casa, só pra fugir um pouco mais da realidade. Ao mesmo tempo que saio de casa já querendo voltar pra abraçar meu filho. Saio de casa pensando nele, sendo ele a única coisa que ocupa minha cabeça durante todo o dia. No momento eu vivo uma fase de luto pelo que eu era antes de me tornar mãe. Lamento sempre por aquela Theresa que podia acordar a hora que tivesse vontade, assistir uma temporada inteira de série no netflix, fazer os personagens de desenho em feltro, deitar no chão da sala com meus gatos, sair a qualquer hora, voltar a qualquer hora, comer a qualquer hora, tomar banho a qualquer hora, e o que eu mais sinto falta: dormir a noite inteira. Sofro profundamente com a impossibilidade de apenas deitar na cama pra dormir e acordar só no dia seguinte. O meu sono tem sido fracionado, visto que meu filho tem dormido entre 1 e 1:30 da manhã, acordando a cada 2 horas e exigindo ser embalado pra dormir de novo no colo e em pé. Não reclamo porque eu consigo amar até mesmo esses momentinhos da madrugada em que ele quer o meu colo e o meu carinho pra poder voltar a dormir. Eu percebo a satisfação dele em ser acalentado e de dormir agarradinho comigo. Mas mesmo sendo lindo e reconfortante é extremamente exaustivo. Cansa, dói na alma. A gente chora desejando que essa fase passe logo. Chora desejando que essa fase de bebê nunca termine. Vivemos num dilema. Ser mãe é realmente padecer no paraíso.