Como tudo começou

Eu, no auge dos meus 22 anos, recém saída de um namoro de 3 anos que eu terminei por impulsividade e falta de noção das coisas, me envolvi com uma pessoa que por acaso agora é o pai do meu filho. Não somos amigos. Não pretendo ser. Mas aconteceu: engravidei de uma pessoa que nunca, em sã consciência, planejaria algo tão grandioso.

Sebastian nasceu dia 5 de setembro de 2015. De setembro até agora, a vida se tornou uma montanha russa de emoções, hormônios, sensações, sentimentos, lágrimas, sorrisos. Quase não é possível descrever em palavras.

Não sei vocês, mas eu planejava um filho depois de casar. Depois de ter minha casa e depois de me sentir financeiramente estável. Só que a vida, essa infinita caixinha surpresa, tem horas que te surpreende e, de repente, nada mais está acontecendo da forma como você imaginava.

A gravidez em si já foi cheia das decepções e surpresas desagradáveis. Aquele que se diz o pai do meu filho, sempre empenhado em iniciar discussões e fazer ameaças. Sempre garantindo o meu nervosismo e a minha insônia. Tudo bem, pensava. Tudo tem um motivo pra acontecer em nossa vida. O problema é que não tinha como ficar bem, meu corpo não reagia ao que minha mente queria convencer. Foram 9 meses convivendo com as consequências desse não estar bem.

Finalmente, em setembro, dei à luz ao meu maior tesouro, minha melhor razão de estar aqui, firme e forte nessa caminhada. Sebastian. Meu menino radiante e tão sorridente quanto eu era quando bebê. Os traços são todos muito semelhantes. Os olhinhos que se fecham quando ele sorri. As bochechas. Os dedinhos. O quase sexto dedinho que – obrigada, Deus!- não vingou.

No começo você pensa que não vai dar conta, que nunca vai aprender tudo que precisa, que nunca as coisas vão deixar de ser tão difíceis… Mas na verdade uma coisa vai compensando a outra. O cansaço e as olheiras aumentam com o passar dos meses. A dor nas costas também. Até que chega uma hora que você pensa “Deu pra mim, não to dando conta”. E é nesse momento que seu filho resolve dar o primeiro sorriso, olhando nos seus olhos, como quem diz ‘ei, você é forte, relaxa, vai ficar tudo bem!’. E no fundo você sabe que vai mesmo.

Vai chegar o momento em que seu filho não vai mais ficar tanto tempo no seu colo. Que não vai mais segurar seu dedo enquanto mama. Que vai correr quando você quiser abraçar e beijar. Que você não vai mais precisar dar a comida na boca, porque ele vai comer sozinho.

As fases passam tão rápido que elas mal terminam e a gente já sente saudade. Eu fico tão ansiosa pro meu filho começar a engatinhar, a sentar sozinho, a falar mamãe, mas ao mesmo tempo não quero que ele deixe de ser esse bebezinho que me acorda com um sorriso. Que só se sente seguro pra dormir se tiver com o pezinho apoiado em mim. E eu amo tanto esse nosso contato, essa dependência.

Quando você se torna mãe, não há bad que resista. O melhor remédio pro meu cansaço é justamente a causa dele: Sebastian.

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